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Conceitos fundamentais sobre Lean e Six Sigma

Marcelo Toledo • 17/01/2020 • 2 anos atrás

O modelo de fluxo EPS

 

Lean e Six Sigma são “métodos” que ajudam a melhorar os processos de negócio e desempenho. Apesar de muitas semelhanças, eles têm ferramentas diferentes que se concentram em diferentes áreas do fluxo EPS. Modelo de fluxo EPS – Entrada → Processo → Saída.

 

Abaixo um exemplo de fluxo EPS e como o Lean e o Six Sigma são aplicados.

 

Modelo de fluxo EPS - Aplicação do Lean e do Six Sigma

Figura 1- Modelo de fluxo EPS

 

A figura 2 apresenta alguns fatos, tais como foco, ênfase, objetivo e história para cada um dos “métodos”.

 

Fatos sobre o Lean e o Seis Sigma

Figura 2 – Fatos sobre o Lean e sobre o Six Sigma

 

Eficiência vs. Eficácia

 

De acordo com Filho (2010) a evolução da qualidade proporciona produtos melhores, mais confiáveis, e por sua vez a melhoria da qualidade garante menores custos.

 

Os projetos de melhoria se concentram principalmente na melhoria da eficiência e/ou eficácia. Assim, a conceituação de eficiência e eficácia ajuda no entendimento sistêmico da produtividade.

 

O que é eficiência?

 

Conforme Filho (2016), a eficiência é a medida da razão dos insumos empregados no processo. Por exemplo, se temos como padrão 2 min para realizar um elemento de trabalho, e ele é realizado em 1,5 min, a eficiência foi de 125%.

 

Outra forma de visualizar o conceito de eficiência é pensar em alcançar o mesmo nível de eficácia (qualidade/precisão) em menos tempo ou com menos esforço (HANSEN, 2013).

 

  • Tempo e/ou Esforço = ↓ diminuem ↓
  • Eficácia (qualidade/precisão) = a mesma

 

Eficiência e eficácia

Figura 3 – Eficiência é a redução do tempo e/ou esforço

 

O que é eficácia?

 

Já a eficácia relaciona-se diretamente aos objetivos finais da empresa, ou seja, o resultado obtido pelo sistema como um todo. Por exemplo, a empresa é eficaz quando atinge sua meta de vendas com boa lucratividade (FILHO, 2016).

 

Também podemos entender a eficácia como sendo alcançar o mesmo nível de eficiência (tempo/esforço) com menos erros ou com maior qualidade/precisão (HANSEN, 2013).

 

  • Qualidade/Precisão = ↑ aumentam ↑
  • Eficiência (tempo/esforço) = a mesma

 

Eficácia

Figura 4 – Eficácia significa ter o mesmo nível de eficiência com menos erros ou maior qualidade

 

Apesar dessa diferença, elas não são mutualmente exclusivas. Embora um projeto possa visar eficiência ou eficácia, eles geralmente acabam melhorando ambos.

 

Qual o foco da eficiência e da eficácia?

 

Para o nível estratégico, temos o foco na conquista da eficácia, que é uma medida do alcance dos resultados, ficando o critério da eficiência mais ligado ao nível operacional com a utilização dos recursos disponíveis no processo (LOBATO, 1997).

 

Equilíbrio entre eficiência e eficácia

 

Qual é mais importante? Eficiência ou eficácia? Nenhum dos dois! Depende do seu objetivo.

 

Por exemplo, suponha que você tenha uma moto e um carro. Dizer qual é o melhor veículo depende do seu propósito para cada um.

 

  • Propósito A: Transportar uma pessoa pela cidade. Ambos os veículos são igualmente eficazes, mas a moto é mais eficiente, pois consome menos combustível para atingir o mesmo propósito.
  • Propósito B: Transporte de uma pessoa carregando malas de viagem até o aeroporto. Somente o carro seria eficaz.

 

Figura 5 – Qual é mais importante? Eficiência ou eficácia

 

Como isso se compara ao Lean e ao Six Sigma?

 

  • A Eficácia (ou seja, qualidade ou precisão) deve sempre ser considerada em primeiro lugar.

 

Por exemplo, que importa o quão eficiente a moto é, se é incapaz de alcançar o propósito B? A maioria das ferramentas Six Sigma são desenvolvidas para melhorar a eficácia.

 

  • A Eficiência pode melhorar tempo/custo, mas não deveria comprometer a eficácia (qualidade/precisão).

 

Ao objetivar a eficiência, a saída sempre deve ser medida para garantir que a qualidade não seja comprometida. Ferramentas Lean são desenvolvidas para melhorar a eficiência.

 

Podem o Lean e o Six Sigma serem aplicados em ambientes não industriais?

 

É evidente que sim! Os desafios para medir e melhorar podem ser maiores, mas organizações que possuem processos transacionais como hospitais, serviços financeiros, concessionárias de serviço público, empresas de TI entre outras têm aplicado Lean e Six Sigma em todo o mundo.

 

  • Independentemente disso, as ferramentas Lean e Six Sigma podem se aplicar a qualquer processo que se encaixe no modelo de EPS.

 

Processos não industriais

Figura 6 – Exemplos de processos não industriais onde são aplicados o Lean e o Six Sigma

 

Por exemplo, no Brasil o Hospital Israelita Albert Einstein tem aplicado a metodologia Lean Six Sigma desde 2008 e também possui um curso de pós-graduação em Excelência Operacional na área de saúde – Lean Six Sigma.

 

Referências

 

FILHO, M. P. Gestão da Produção industrial. Editora: Ibpex, 2016

HANSEN, M. Lean Six Sigma the StatStuff Way: A practical Reference Guide for Lean Six Sigma. Editora: Essentials Publishing, 2013.

LOBATO, D. M. et al. Estratégia de empresas. Rio de Janeiro: FGV, 1997.



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